Coletivo. Car2go, da Mercedes Benz, tem carros em 26 cidades. FOTO: Reprodução O automóvel foi o grande fetiche material do século 20, símbolo de autonomia, movimento e status. No século 21, o ícone de outrora vem sendo atacado por todos os lados. Inimigo do meio ambiente, estorvo das cidades congestionadas, emblema do consumismo individualista. Na semana passada, direto do Vale do Silício, veio mais munição contra o culto ao automóvel. Em entrevista ao New York Times, Travis Kalanick, CEO do Uber, aplicativo de caronas e motoristas particulares que já vem despertando a ira de taxistas europeus, disse que seu objetivo é criar um produto que saia mais em conta do que ter um carro na garagem. “Se conseguirmos que o preço fique baixo o bastante, podemos chegar ao ponto em que é mais barato usar o Uber do que possuir um carro.” Não será tão difícil. Possuir um carro no Brasil, por exemplo, implica em gastos de combustível, taxas, manutenção, pedágio, estacionamento e ev...