quarta-feira, 30 de maio de 2018

Inscrições para o Prêmio Professores do Brasil são prorrogadas para o dia 28 de junho

Os vencedores nacionais serão conhecidos
em 29 de novembro no Rio de Janeiro




Interessados em participar da 11ª edição do Prêmio Professores do Brasil (PPB) ganharam mais um prazo: as inscrições foram prorrogadas e podem ser feitas até 28 de junho, conforme portaria publicada nesta segunda, 28, no Diário Oficial da União. Voltado para professores da educação básica da rede pública, o PPB vai selecionar práticas pedagógicas que contribuam para a melhoria dos processos de ensino e aprendizagem dos alunos em sala de aula. Os vencedores nacionais serão conhecidos em 29 de novembro, no Rio de Janeiro.


Fonte: MEC.

Porto Alegre sedia o seminário “Desafios da Graduação, da Pós-graduação e da Educação em Ciências”


O evento constitui um dos oito seminários temáticos que a SBPC está organizando na série “Políticas Públicas para o Brasil que queremos”, como parte das comemorações de seus 70 anos

No dia 06 de junho, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil (Andifes) debaterão os desafios da graduação, da pós-graduação e da educação em Ciências. 

O evento  é um dos oito seminários temáticos que a SBPC está organizando na série “Políticas Públicas para o Brasil que queremos”, parte das atividades de comemoração de seus 70 anos. O seminário será realizado no auditório do Instituto Latino-americano de Estudos Avançados (Ilea), no Campus do Vale da UFRGS, em Porto Alegre (RS). Continue lendo...

Fonte: SBPC.


domingo, 20 de maio de 2018

Pint of Science alcança 56 cidades e projeta crescimento


O Pint of Science é um festival de internacional de divulgação científica que compõe o calendário anual deste campo no Brasil desde 2015. Naquela ocasião, o evento estreou no país com apenas uma cidade participante, São Carlos-SP. Na edição de 2018, houve atividades em quase 60 municípios de todas as regiões do país, entre os dias 14 e 16 de maio, com exceção de São Paulo, onde a agenda se estendeu por mais dois dias.

A característica do evento de origem inglesa é promover divulgação científica em linguagem descontraída em bares e restaurantes. Basicamente, cientistas falam sobre ciência enquanto os públicos assistem as aulas tomando um chopp, um refrigerante, jantando ou lanchando, por exemplo.

O blog Dissertação Sobre Divulgação Científica entrevistou a coordenadora nacional do evento para entender melhor o festival e como esse movimento tem ganhado força no Brasil. Natália Pasternak, Bióloga da Universidade de São Paulo (USP), falou sobre os desafios de realizar o Pint of Science, adiantou alguns dados sobre a edição de 2018 e a necessidade de ampliar a estrutura de equipe e serviços para o ano que vem, quando a programação deve atingir 90 cidades. Confira!



"Quando surge uma proposta como essa, em que se pratica linguagem científica de fácil acesso, divertida e em ambiente popular e descontraído, a prática viraliza. O Pint of Science consegue chegar até as pessoas, cumpre uma lacuna de uma demanda que existe na sociedade e deve ser suprida- Natália Pasternak, bióloga da USP.


Já é possível fazer um balanço de como foi o Pint of Science 2018?
Não dá para apresentar um balanço oficial porque a gente ainda está esperando os números das cidades, mas já percebemos que houve adesão de quase o país inteiro em termos de regiões. Houve bares e restaurante lotados, de Macapá a Porto alegre, com pessoas tendo que aguardar do lado de fora porque os lugares estavam esgotados. Manaus e Belém, por exemplo, são cidades que entraram esse ano, onde não há uma tradição do evento, mas que conseguiu atrair muita gente. O sucesso de público foi muito maior do que o previsto.

A que você atribui esse crescimento?
Há uma grande demanda social por informação sobre ciência, e não há suficiente quantidade de veículos e produções para atender ao interesse dos públicos. Há um anseio social reprimido por divulgação científica. Quando surge uma proposta como essa, em que se pratica linguagem científica de fácil acesso, divertida e em ambiente popular e descontraído, a prática viraliza. O Pint of Science consegue chegar até as pessoas, cumpre uma lacuna de uma demanda que existe na sociedade e deve ser suprida.

Como você observa o crescimento e o amadurecimento do Pint of Science no Brasil?
O crescimento é assustador. A gente começou em 2015 com uma cidade, em São Carlos-SP; em 2016 foi para 7 cidades; em 2017 foi para 22, e esse ano atingimos 56 cidades. Isso causa um impacto para a equipe de coordenação nacional, porque o festival é basicamente realizado por voluntários. A gente não dispõe de estrutura suficiente para atender o crescimento que o festival vem tendo ao longo desses anos. Para o ano que vem, nós vamos ter que reestruturar as equipes e os processos para abranger ainda mais localidades. A perspectiva é de ter, em 2019, cerca de 90 municípios brasileiros no Pint os Science.

Essa edição, a de 2018, foi de muito aprendizado. Coordenadores locais têm observado que os palestrantes estão com desempenho cada vez melhor para ensinar nos bares e restaurantes, que são espaços bem diferentes dos tradicionais congressos acadêmicos e das salas de aula das universidades, por exemplo. Eu acho que no futuro cabe treinamentos sobre como atender e palestrar nesse tipo de atividade. Hoje em dia, a estrutura baseada no voluntariado limita o esforço de treinamentos, por exemplo, para coordenadores de bares lidarem com polêmicas e controvérsias. E na medida em que o festival cresce, a tendência é a de que as polêmicas estejam cada vez mais presentes.


O Pint of Science é uma franquia?
É como se fosse uma franquia. Há uma central em Londres responsável por gerenciar as coordenações na Inglaterra e nos outros países. Algumas regras devem ser cumpridas, como haver pelo menos dois bares ou restaurantes por cidade. Não pode ser apenas um, pois tem que ser caracterizado como um festival, as pessoas têm que dispor de opções sobre o que assistir. Há, também, normas sobre a marca, a logo, regras de conduta em geral, até para haver uma padronização que caracterize um festival mundial. Só pode acontecer em bares e restaurantes.


Com o funciona a organização do evento, a estrutura, equipe, o planejamento...?
Para o ano que vem, por exemplo, a gente precisa aumentar a equipe nacional, que hoje conta só com quatro pessoas. Temos que reforçar o setor jurídico, porque atualmente não somos uma associação, não temos CNPJ. A gente precisa disso para conseguir receber patrocínio, o que será usado para arcar com a manutenção de parte da equipe. Um evento não tem como ser baseado em trabalho voluntário. É necessário pagar uma assessoria de imprensa, entre muitos outros serviços. Os diretores continuarão sendo voluntários, mas precisam ter gente trabalhando para eles durante grande parte do ano.

Sobre a questão de quando a gente começa a organizar o Pint of Science, a esfera nacional não para, é como o Carnaval. A gente não trabalha somente naqueles três dias. Já temos reunião marcada para essa semana, para pensarmos o festival de 2019. Claro que nos meses que antecedem o festival, a gente trabalha mais. Os coordenadores locais focam as suas atividades alguns meses antes, também, porque eles têm que escolher a equipe, locais, organizar a programação e indicar os palestrantes. Os nomes dos palestrantes, os temas e a programação devem ser aprovados por uma coordenação regional.  Depois disso, a gente publica no site e começa a divulgação.

Em geral, os palestrantes podem abordar qualquer área do conhecimento, desde que seja sobre ciência. Não abordamos temas controversos, como pseudociência e religião. Já as artes e as humanidades são aceitas.

É possível identificar características dos públicos?
Os números desse ano ainda não estão consolidados. No ano passado, a maior fatia do público tinha idade entre 25 e 35 anos, com 70% do público total ligado à academia, como graduandos, pós-graduandos, professores e pesquisadores. 30% era de público realmente leigo, sem vínculo profissional direto com a universidade. Isso foi em 2017. Eu estou bastante curiosa para saber os números de 2018, porque nesta edição a gente lançou uma campanha para que cada pessoa que fosse ao Pint of Science levasse um amigo não cientista.

É uma ideia para a gente popularizar mais a ciência, não ficar falando para nós mesmos. De qualquer forma, eu não achei um índice ruim os 30% de público leigo no ano passado, porque é natural que haja grande interesse dos cientistas em participar, prestigiar. Imagino que com o tempo a gente consiga chegar mais próximo dos não cientistas, e em escala maior também.

Há metas a serem batidas?
O nosso maior desafio é esse, aumentar a participação e o interesse do público realmente leigo. Porque a ideia do Pint of Science é popularizar a ciência.

Como o cientista interessado em dar palestra no evento e um comerciante interessado em ceder o estabelecimento para sediar atividades podem proceder?
A atribuição das escolhas é do coordenador local, que vai ao bar analisar a estrutura para saber se dispõe de condições para compor o Pint of Science. A mesma coisa em relação ao pesquisador que quer participar, basta procurar o coordenador da cidade e manifestar interesse, informando o tema de atuação. A equipe, então, vai avaliar e se a proposta atender à demanda, o coordenador vai formalizar um convite a esse cientista.

O Pint of Science tem uma marca forte, que é a divulgação científica praticada com o elemento de descontração, de informalidade. Você acha que esse é o caminho da divulgação científica, ou é um caminho completar da área?
É um dos caminhos. A divulgação científica é extremamente ampla. Colocar a ciência de forma descontraída em um ambiente de bar é uma estratégia que dá supercerto. A ciência se torna um programa, você pode ir com os amigos, namorada, namorado, pais, enfim... você vai tomar um chopp no bar e falar sobre ciência.

Mas, esse é um modelo entre outros. Há outras estratégias, como publicação de livros, revistas, visitações em museus, podcasts, blogs. Cada modelo tem características que vão atrair determinados públicos. Não acho que exista uma única fórmula de sucesso da divulgação científica.

Nos primeiros anos, as atividades do Pint of Science ficaram concentradas nas regiões Sul e Sudeste. Como o festival pretende fomentar a realização do evento em outras partes do país?
Essa concentração está relacionada à sede das grandes universidades do país e dos grandes centros de pesquisa. O estado de São Paulo sempre terá o maior número de cidades que aderem ao Pint of Science. São coisas naturais, não é uma escolha do festival. Mas, claro, temos a preocupação de expandir a nossa estrutura para locais com pouco acesso à divulgação científica. Esse ano, cresceu bastante a participação do Nordeste, e queremos aumentar cada vez mais. Foi fantástico, também, a adesão do Norte, onde cinco cidades compuseram o evento. Muita gente não sabe, mas há grandes e importantes centros de pesquisa no Norte.

O Pint of Science é restrito a alguns dias do ano. O que você sugere e destaca para o público acessar e consumir informações sobre divulgação científica ao longo do ano?
Essa área ainda é carente. Qualquer produto que surgir será ótimo, seja livro, museu, revista, podcast, vídeo no Youtube. Para tudo vai haver público, porque existe uma carência da população. O modelo do Pint of Science não é uma invenção da roda. Há vários filhotes do Pint que funcionam o ano todo, e a gente apoia essas iniciativas, desde que não use o nome e a marca, porque pertence a uma entidade. Mas, ideia pode ser usada livremente.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Novo museu em Tóquio leva a passeio virtual no espaço e no oceano

As atrações digitais também simulam colinas e plantação de arroz


Um membro japonês do coletivo Teamlab caminha em uma
 sala com instalação digital de um oceano repleto de peixes - BEHROUZ MEHRI / AFP

Uma cachoeira desce a toda velocidade por uma parede e inunda a sala. Trata-se, na realidade, de uma ilusão. Bem-vindo ao museu do coletivo japonês teamLab, grupo conhecido internacionalmente por suas exposições de arte digital e que abre, no próximo dia 21, o museu "Mori Building Digital Art Museum: teamLab Borderless", em Tóquio.

As atrações vão desde um passeio bucólico digital por um campo de arroz, entre lamparinas, ou por um oceano de ondas. Também é possível degustar um chá verde temperado com flor virtual, caminhar em colinas, voar pelo espaço pulando em uma espécie de trampolim ou se mover ao ritmo de centenas de dançarinos em forma de silhuetas translúcidas.

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Fonte: O Globo.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Secretário da SBPC-RJ fala sobre o cenário científico e educacional do país




O secretário regional da Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência no Rio de Janeiro (SBPC-RJ), Leandro Lobo, concedeu uma entrevista ao blog Dissertação Sobre Divulgação Científica para esclarecer as estratégias da entidade contra o cenário de restrições orçamentárias na ciência,  tecnologia e na educação. 

O pesquisador do Instituto de Microbiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro destacou que a SBPC tem promovido encontros e audiências com autoridades  estaduais e nacionais para a retomada dos investimentos que permitam a emergência de um novo ciclo de desenvolvimento do Brasil. Segundo Lobo, uma das ações para pressionar os governos e influenciar a opinião pública tem sido a realização de marchas pela ciência, que já chegou à terceira edição.


"O orçamento para a C,T&I em 2018 é 19% menor do que o já combalido orçamento de 2017" (...) "Na educação, a situação é ainda mais grave. Os orçamentos das universidades públicas serão os menores dos últimos 10 anos" - Leandro Lobo.

Confira a entrevista:

Quais são as grandes pautas em discussão hoje em dia pela SBPC? E quais são os espaços de deliberação institucional e pública?
A SBPC é uma sociedade que está completando 70 anos em defesa da ciência e tecnologia do nosso país. Ao longo desses anos, muita coisa mudou, mas os seus ideais permaneceram firmes. A Sociedade está comprometida com a luta pela educação de qualidade e gratuita a todos e pela defesa dos interesses dos cientistas que atuam no Brasil. Isso sem perder de vista a importância do papel desses cientistas no desenvolvimento científico e tecnológico que atenda, sobretudo, as necessidades e os interesses maiores da sociedade brasileira. A SBPC tem se posicionado sempre em prol da liberdade de pesquisa, de opinião e do direito aos meios necessários à realização do trabalho dos cientistas.

A Sociedade tem assento nas fundações estaduais de amparo à pesquisa e em diversas comissões de órgãos nacionais, como o Conselho Nacional do Meio Ambiente, Conselho Nacional de Saúde, Conselho Superior da Agência Espacial Brasileira e o Fundo Nacional Sobre Mudanças do Clima. Uma lista completa pode ser encontrada na página da SBPC.

Quais estratégias a SBPC tem adotado para convencer o governo e o Congresso a retomar uma agenda pró-ciência, tecnologia e educação?
No ano passado, participamos da campanha “Conhecimento sem cortes”, em oposição às limitações orçamentárias nas áreas de C, T & I e na educação. Em 2017, o presidente da SBPC, o professor Ildeu Moreira de Castro, entregou um documento com mais de 82 mil assinaturas ao presidente do Senado e ao presidente da Câmara dos Deputados pedindo o fim dos cortes nas pesquisas. As secretarias regionais de todos os estados se mobilizam pressionando os parlamentares, tanto na esfera federal quanto na estadual. Aqui no Rio de Janeiro, nós participamos de reuniões na Comissão Especial de Educação da Assembleia Legislativa e batalhamos junto com outras entidades e, também, com reitores das universidades públicas estudais para garantir o repasse de 2% do orçamento estadual à Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj). Esperamos garantir que esse repasse seja feito mensalmente, os chamados duodécimos.

Gostaria de acrescentar que a secretaria regional do Rio retomou o programa “Ciência às seis e meia”, que promove palestras com pesquisadores de ponta para a população, em uma linguagem descontraída e acessível. Diversas outras iniciativas estão sendo planejadas e serão anunciadas em breve. As novidades podem ser acompanhadas na página do Facebook da regional do RJ e no Jornal da Ciência.

Como tem sido a realização das marchas pela ciência no Brasil? Tem havido adesão da sociedade e da comunidade acadêmica?
Já foram realizadas 3 marchas no país, em diversas cidades e em todas as regiões do Brasil. Todas contaram com a participação da SBPC. Em relação à mobilização da classe composta por cientistas, pesquisadores, professores e alunos, as marchas têm sido um sucesso raramente visto no Brasil. Mas, precisamos da participação da sociedade para engrossar esse movimento. Esse apoio, na minha opinião, está vinculado a uma missão importante da nossa classe: a divulgação científica.

Por que a ciência, tecnologia e a educação são tão vulneráveis a oscilações políticas e econômicas?
Particularmente, não tenho dúvidas de que os benefícios trazidos por investimentos em educação são a melhor forma, senão a única, de tirar o nosso país da situação de penúria e atraso em que se encontra. Esses benefícios, porém, são vistos a longo prazo, um tempo muito maior do que mandatos políticos. Cortes em ciência e educação são parte de uma estratégia populista dos governos, que preferem investir em áreas com maior visibilidade. Essa estratégia é um paliativo que oferece resultados rápidos, mas passageiros.

Após algum tempo, a situação se reverte ao estado original e um novo ciclo de gastos públicos se resume sem solucionar o problema. Enquanto isso, a melhor forma de se resolver os principais desafios do nosso país é deixada de lado. Diversas nações desenvolvidas, como a Coréia do Sul e a China, já demonstraram que educando, capacitando a população e investindo em ciência e tecnologia são opções com um custo-benefício muito superior.

Quanto de recursos de C,T&I está retido pelo governo? Como e em que essa falta de repasse tem prejudicado o campo acadêmico? 
Os repasses às fundações de amparo à pesquisa dos estados estão debilitados. As universidades públicas estão na penúria, funcionários e professores com salários atrasados, obras paralisadas. Faltam recursos até para a manutenção e para itens essenciais de segurança. Essa situação acontece endemicamente no país inteiro, basta olhar para qualquer universidade pública. Aqui no departamento onde trabalho na UFRJ, por exemplo, tivemos alagamentos causados por infiltrações de água após os temporais de fevereiro, algo que poderia facilmente ser prevenido por manutenção.

As principais agências de fomento do país, o CNPq e a CAPES, estão cortando bolsas e financiamentos de pesquisas. Diversos laboratórios e centros acadêmicos estão deixando de fazer ciência e produzir conhecimento por falta de recursos. Pesquisadores brasileiros, pessoas brilhantes, estão deixando o país. Esse material humano é muito valioso e representa uma perda inestimável. Quanto tempo levamos para formar um bom cientista? Ou um engenheiro experiente?

No Rio de Janeiro, a Câmara Legislativa aprovou, recentemente, um Projeto de Lei que visa desviar 30% dos fundos da Faperj para outros setores. Esse projeto está sendo questionado na justiça pela sua inconstitucionalidade, e a SBPC/RJ está batalhando para reverter essa situação.

Com qual cenário a SBPC trabalha em relação aos investimentos em C,T&I e em educação para 2018?
O Orçamento para a C,T&I em 2018 é 19% menor do que o já combalido orçamento de 2017. Esse corte afeta, principalmente, o orçamento destinado a custeio e investimentos. Ou seja, destrói a capacidade de o país produzir inovação científica. Isso afeta, por exemplo, as agências de fomento, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Em geral, o orçamento de 2018 inviabiliza a pesquisa no Brasil, e já começamos a ver os efeitos dessas medidas. Recentemente, o Brasil foi excluído do consórcio que administra o Observatório do Sul da Europa.

Na educação, a situação é ainda mais grave. Os orçamentos das universidades públicas serão os menores dos últimos 10 anos, enquanto que a CAPES sofreu corte de 20% do seu orçamento, em relação a 2017.

No último mês (março de 2018), a SBPC promoveu reunião com representantes de 80 sociedades científicas no Fórum Permanente das Sociedades Científicas para debater e traçar estratégias sobre a ciência brasileira em 2018. Recomendo a leitura do manifesto publicado no Jornal da Ciência e assinado pela SBPC, ABC, Andifes, Confap, Consecti e Fórum Nacional de Secretários Municipais da Área de Ciência e Tecnologia (clique aqui).

Também recomendo a matéria sobre o encontro do Fórum Permanente das Sociedades Científicas Associadas à SBPC com estratégias para 2018 (clique aqui).

O tema da próxima Reunião Anual da SBPC já foi definido. Será "Ciência, Responsabilidade Social e Soberania". O que esse título representa para o presente cenário científico e político? 
O tema remete a algo já discutido aqui: a divulgação científica e o engajamento da população em decisões que afetam a C,T&I e a educação. É preciso aproximar a população e as empresas privadas das universidades públicas e dos outros centros de pesquisa. Esse diálogo é essencial para a valorização da ciência brasileira. Por outro lado, cientistas e pesquisadores precisam estar mais conscientes do seu papel na geração de conhecimento e no desenvolvimento de tecnologias que permitam o crescimento do país

Qual é o espaço da divulgação científica nas atividades e pautas da SBPC?
A SBPC entende plenamente a importância da divulgação científica para o grande público, em uma linguagem mais acessível e que faça sentido. De certa forma, é uma maneira de retribuir à população, que através dos seus impostos banca a maioria das pesquisas feitas no Brasil. É preciso que a população entenda a ciência como uma fonte de progresso e geração de renda para o país. 

Possuímos pesquisas de ponta sendo feitas em várias instituições, mas os resultados raramente chegam aos ouvidos da sociedade. O cientista acaba sendo visto no estereótipo de ermitão ou gênio maluco, trabalhando em problemas que não despertam interesse para o Brasil. Se não mostrarmos a real importância dessas pessoas para a população, continuaremos vulneráveis a ataques por parte de ações políticas.

A SBPC patrocina eventos de divulgação científica em todo o Brasil, como por exemplo o projeto “SBPC vai à escola”. A Sociedade também edita o Jornal da Ciência e promove diversos encontros, como a reunião anual, que esse ano será em julho, em Maceió-AL, quando a entidade celebra 70 anos.

No Rio de Janeiro, a SBPC retomou o famoso ciclo de palestras “Ciência às seis e meia”, que acontece toda primeira quarta-feira do mês no Museu do Amanhã. Para entrar em contato com o público jovem, a SBPC tem ampliado a sua participação em mídias sociais, como o Twitter (@SBPCrj) e o Facebook (/SBPCRJ), e está participando da organização no Rio de Janeiro do festival de divulgação científica Pint of Science.

Há algum tópico sobre o qual você gostaria de abordar na entrevista, mas deixamos de falar?
Gostaria de destacar a atuação da SBPC em defesa do direito de cientistas brasileiros, que estão sofrendo ataques descabidos de autoridades nacionais. Veja o Caso do Dr. Elisaldo Carlini, professor emérito da Unifesp, um pesquisador reconhecido internacionalmente como uma das maiores autoridades em entorpecentes no mundo. O Dr. Carlini foi convocado recentemente para prestar depoimento em um inquérito policial sobre apologia às drogas, por organizar um simpósio sobre o uso terapêutico da maconha, em maio de 2017.

A SBPC e a Academia Brasileira de Ciências divulgaram um manifesto público repudiando, com veemência, o fato. As entidades lançaram uma petição pública online, que será encaminhada a todas as autoridades competentes do estado de São Paulo e do Brasil. A Sociedade sempre teve uma forte atuação na defesa da liberdade de pesquisa e da divulgação da ciência brasileira, e continua mantendo essa tradição.

Diretor do IMPA traça cenário da Matemática no país



Você sabia que a contribuição brasileira para a produção mundial de Matemática está aumentando rapidamente? Em 2005, foram 1.043 artigos, total que, em 2016, passou para 2.076. Em artigo para a revista “Ciência & Cultura”, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o diretor-geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), Marcelo Viana, aborda o surgimento da pesquisa Matemática no país. Clique aqui e saiba mais!


Fonte: IMPA.

Conhecer - Encontro nacional de divulgação científica

Nenhum texto alternativo automático disponível.

19 de maio de 2018 no Instituto Butantan, em São Paulo!

sábado, 14 de abril de 2018

Fiocruz Brasília abre inscrições para a disciplina Redação de Artigo Científico


A Fiocruz Brasília, por meio da Escola Fiocruz de Governo, abre seleção para alunos especiais na disciplina Oficina de Redação de Artigo Científico, que faz parte da grade curricular do Mestrado Profissional em Políticas Públicas de Saúde. 

O conteúdo da disciplina contempla desde discussões sobre as diferentes formas de publicação científica serão apresentadas, bem como os tipos de artigo científico, sua estrutura, normas gráficas   até a escolha do periódico, processo de submissão e avaliação de revistas. O período de inscrição é de 16 a 18 de abril, e a seleção contempla análise do currículo e do resumo do trabalho proposto para elaboração de artigo. 


sexta-feira, 6 de abril de 2018

Participe da campanha “A SBPC que eu nunca esqueço”


Colabore com o projeto que reunirá depoimentos, em vídeos curtos ou notas escritas, para celebrar os 70 anos da fundação da entidade. Todos podem participar resgatando a sua participação em alguns dos eventos realizados pela SBPC ao longo de sua história

Como parte das celebrações dos 70 anos de sua fundação em 2018, a SBPC convida a todos a participarem da campanha “A SBPC que eu nunca esqueço”, que reunirá depoimentos, em vídeos curtos ou notas escritas, que serão divulgados nas mídias da SBPC: no site, em seu canal do YouTube e nas mídias sociais. Todos podem participar resgatando a sua participação em alguns dos eventos realizados pela entidade ao longo de sua história.

Este é um projeto que contará com a colaboração ampla de todas as pessoas que já participaram de eventos da SBPC, como reuniões anuais e regionais, ou qualquer outro tipo de interação com a entidade, que foram de alguma maneira marcante nas suas vidas.

Para participar e compartilhar suas lembranças basta gravar um breve vídeo, com duração de 30 segundos a um minuto, e um enviá-lo por aqui.

O depoimento pode ser gravado em celular, em alta definição, com o aparelho na horizontal.  Na abertura, se apresente – dando o nome e o cargo – e conte sobre a sua participação mais marcante na SBPC, seja em um evento (Reunião Anual, Regional, Especial), um contato institucional com a Sociedade (participação em Comissões, Grupos de Trabalho, trabalho conjunto com a entidade ou, ainda, o primeiro com a SBPC como sócio se for o caso).

Comemorações

Fundada em 8 de julho de 1948 com o objetivo de lutar pelo progresso e pela defesa da ciência no País, a SBPC – que é uma entidade civil, sem fins lucrativos ou posição político-partidária – se tornou uma sociedade voltada para a defesa do avanço científico e tecnológico e do desenvolvimento educacional e cultural do Brasil. Desde então, exerce um importante papel na expansão e no aperfeiçoamento do sistema nacional de ciência e tecnologia, bem como na difusão e popularização da ciência no País. A SBPC é a Sociedade mais representativa da comunidade científica brasileira. Atualmente, conta com mais de 5 mil sócios ativos e mais de 130 sociedades associadas, de várias áreas do conhecimento.

Diversas atividades serão realizadas por todo o ano que marcará o septuagenário da SBPC. Uma exposição virtual itinerante que começará no Congresso Nacional e passará pela Reunião Anual da SBPC em Maceió, em julho, o lançamento de um livro e a produção de um documentário estão na programação de comemorações.

Um dos objetivos das atividades de celebração dos 70 anos da SBPC é reforçar a importante atuação política da entidade, especialmente nos momentos mais críticos do País, e debater também a inserção e a atuação da comunidade científica, neste momento particularmente difícil, em prol do desenvolvimento científico, tecnológico, social e econômico do Brasil.

Todos estão convidados a participar. Conte para a gente: qual é a SBPC que você nunca esquece?

A matemática está por trás do GPS e da navegação moderna



A posição de pessoas e objetos na superfície terrestre é dada por dois números, ambos medidos em graus. A latitude, que varia de 90° norte (no polo norte) a 90° graus sul (no polo sul), descreve a posição relativa ao equador. Já a longitude, que varia de 180° leste a 180° oeste, informa a posição em relação a um certo meridiano de referência.

A escolha desse meridiano é arbitrária. Atualmente usamos o do observatório de Greenwich, em Londres, mas a primeira pessoa que representou linhas de latitude e longitude em um mapa, o matemático e astrônomo greco-romano Ptolomeu (século 2°), preferia o meridiano das Ilhas Felizes, atual arquipélago da Madeira.


Fonte: Marcelo Viana/IMPA/Folha de SP.

sexta-feira, 30 de março de 2018

#divulgaçãocientífica: a importância das redes sociais para a ciência



Não é só na política, no entretenimento e nos esportes que as hashtags são usadas como forma de marcar mensagens individuais como pertencente a um grupo específico. Na divulgação científica no Brasil e no mundo, algumas hashtags são encontradas, seguidas e utilizadas como forma de fortalecer o trabalho dos(as) pesquisadores(as).

Uma delas é a #twitciencia a qual é utilizada no Twitter para divulgar matérias sobre ciência ou abordar assuntos de cunho científico.

Fonte: Minas Faz Ciência.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Folha e Fapesp terão programa de TV de divulgação científica

Fachada do prédio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) em São Paulo.

Estreia na próxima terça-feira (3) o programa Ciência Aberta, fruto de parceria entre a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e a Folha. 

O objetivo da série, que terá exibição mensal, é divulgar resultados de projetos de pesquisa financiados pela fundação e levar informações sobre a importância da ciência ao público não especializado no tema.

“Com o programa, esperamos responder à inquietação de que o que os cientistas fazem é incompressível e mostrar que não só é compreensível como pode beneficiar as pessoas. A série será uma maneira de os cientistas se comunicarem mais com a sociedade”, afirma José Goldemberg, presidente da Fapesp.

O programa será transmitido ao vivo pelo site da Folha, e pelo site e Facebook da Fapesp às 15h. Em cada episódio, três especialistas debaterão um assunto com mediação da jornalista Sabine Righetti. 

Na primeira edição, o tema será obesidade, com a participação de Lício Veloso, coordenador do Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades da Fapesp, Carlos Augusto Monteiro, coordenador do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Saúde e Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP, e Sophie Deram, nutricionista franco-brasileira doutora pela Faculdade de Medicina da USP.

Também a partir do dia 3 de abril, a Folha passará a publicar reportagens da Agência Fapesp, a agência de notícias da fundação. 

O site e os boletins produzidos pelo serviço contêm notícias, entrevistas e reportagens especiais sobre assuntos que dizem respeito à política científica e tecnológica e à divulgação de resultados de pesquisas desenvolvidas no Brasil e no exterior.

O jornal também publicará os textos em inglês e espanhol da Agência Fapesp no canal Folha Internacional.

Fonte: Folha de SP.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Guia de Museus e Centros de Ciências Acessíveis da América Latina e do Caribe

Capa do Guia de Museus e Centros de Ciências Acessíveis

Pint of Science acontece nos dias 14, 15 e 16 de maio

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A edição deste ano do Pint of Science já tem data marcada. O evento acontecerá nos dias 14, 15 e 16 de maio e, pela primeira vez, será realizado em bares e restaurantes de todas as regiões do país.

Durante o festival, moradores de mais de 50 cidades brasileiras poderão conversar com pesquisadores de diferentes áreas sobre seus estudos recentes e o impacto da ciência na sociedade de uma forma descontraída, sem necessidade de inscrição ou de conhecimento prévio.

A ideia é aproximar os cientistas do público em geral e discutir sem formalidades, de maneira acessível e divertida, temas que têm influência no cotidiano. Trocar tubos de ensaio por canecas de cerveja e, entre um gole e um petisco, conversar sobre assuntos como febre amarela, funcionamento do cérebro ou efeito estufa.


Fonte: Pint of Science.

terça-feira, 20 de março de 2018

‘Rey, ciência em defesa da vida’: confira o trailer do documentário



A estréia do documentário Rey, ciência em defesa da vida marca o primeiro dia de atividades do Centenário Luis Rey: 100 anos de nascimento, evento que acontece nos dias 22 e 23 de março, no campus da Fiocruz, em Manguinhos (Av. Brasil, 4.365 - RJ).


Fonte: Agência Fiocruz.