A compreensão pública de ciência e a importância da educação não-formal, por Carlos Coimbra

Carlos H. Coimbra - professor da Universidade Federal do Paraná e líder do grupo de pesquisa do CNPq "Grupo de Pesquisa em Ensino de Ciências e Tecnologias".
A concepção do que é a “compreensão pública da ciência” e que muitas vezes advém das opções e meios de popularização e dos espaços em que ela ocorre, vem adotando a possibilidade teórica de apontar diferenças entre o objetivo da educação em ciências e os objetivos da produção científica de referência.
As pesquisas que ocorrem em sala de aula e que investigam a mediação feita por professores devem igualmente servir para inspirar mediações em museus e centros de divulgação científica, e vice-versa, o que sugere a relevância do ensino não formal e os espaços não formais de ciências como laboratórios férteis e engenhosos para o desenvolvimento de pesquisas do ensino formal.
Outro aspecto a se destacar é a permeabilidade social das ações de divulgação científica e de popularização em espaços não formais. Segundo Paulo Freire, que buscava o resgate da dimensão social da educação em ciências, um ponto essencial a se considerar é a importância da leitura do mundo pelos educandos, bem como a disponibilidade para o diálogo entre educadores-educandos sobre os conteúdos científicos que venham a contribuir para a mudança da realidade social.
Nesse sentido, divulgar ciência para aqueles que têm acesso à educação de qualidade já é tarefa considerada relativamente complexa, tornando-se ainda mais singular quando considerados segmentos da população detentores de fragilidade econômica ou desfavorecimento social.
Íntegra do texto - Jornal GGN.
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