segunda-feira, 1 de junho de 2015

‘Inviável’, Livraria Leonardo da Vinci anuncia fechamento

Loja frequentada por intelectuais e artistas fez fama por vender obras importadas; liquidação começa em junho.

Milena Duchiade, herdeira da livraria: 
“nosso modelo de negócio é inviável” - Ana Branco




Depois de 63 anos de serviços literários prestados ao Rio de Janeiro, a Livraria Leonardo da Vinci perdeu a batalha para os novos tempos e vai fechar as portas ainda em 2015. A loja, fundada pelo romeno Andrei Duchiade, realizará uma queima de estoque a partir de 1º de junho. Milena Duchiade, herdeira do negócio, afirma que é impossível continuar operando com prejuízo. Numa tentativa de diminuir as perdas, a casa já começou a desocupar as quatro salas do histórico Edifício Marquês de Herval, na Avenida Rio Branco. Até o mês que vem, serão apenas duas, abertas até o fim da liquidação.

— Teimosia tem limite. Nosso modelo de negócio é inviável. Nós estamos sendo punidos por nossas qualidades. Nossas virtudes tornaram-se defeitos. Não temos um café, não vendemos papelaria, nem informática. Vendemos pouca autoajuda e poucos best-sellers. Temos um nicho, muito específico, que está sob pressão — admite.

Desde 1952, a livraria é reduto de intelectuais e universitários que buscam obras importadas. Em tempos anteriores à internet, era responsável por suprir os leitores com os últimos lançamentos editoriais da Europa e dos EUA. Aos poucos, foi adicionando títulos nacionais às prateleiras. Carlos Drummond de Andrade homenageou a loja, que fica no subsolo do prédio, com versos. Na época da morte de Andrei, em 1965, quem assumiu o comando foi sua mulher, Giovanna Piraccini. Em 1996, Milena se juntou à mãe na gerência dos negócios. Continue lendo...

Fonte: Mateus Campos e Maurício Meireles/O Globo.

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