sexta-feira, 6 de março de 2015

Trote da UFRJ irá priorizar e prezar por segurança de calouras


Início de semestre traz muita alegria para novos universitários, mas essa felicidade convive com uma sombra: o trote. Neste ano, porém, os calouros da Escola de Comunicação Social (ECO) da UFRJ não terão essa preocupação. Organizada pelos alunos mais antigos, a recepção de novos terá o mote “Mexeu com uma caloura, mexeu com todas as veteranas”.

O tema foi escolhido em reunião do Centro Acadêmico, entidade estudantil que representa os alunos, e vrm com medidas para evitar opressões durante as atividades da semana, principalmente o momento da tinta.

“Os calouros são os protagonistas. Eles vão se pintar com a ajuda dos alunos do segundo período, os sustenidos. E isso só vai acontecer com a autorização dos alunos”, contou Arnon Segal, um ‘sustenido’ que está na organização da semana. Também foram abolidas as brincadeiras do “elefantinho” e da comida durante o trote.

A ouvidora geral da UFRJ, Cristina Riche, contou que os trotes vexatórios são uma preocupação recorrente. “A recepção é um ritual bacana, mas não pode ser desumana. Não vamos tolerar assédio”, disse. Ela vê com bons olhos a iniciativa. “É bom ver as alunas protegendo como iguais as calouras”, comemorou.

As veteranas Jéssica Santos, 23, e Paula Castro, 24, comemoraram a mudança. “Na minha época, parecíamos bonecas para uma platéia. Espero que agora isso mude, ainda mais com atenção às meninas”, disse Castro. Para Santos, a recepção só é boa quando mais pessoas ficam à vontade para participar.

“A interação é mais legal”, contou. Os veteranos montaram um grupo que vai coibir atos de opressão durante a semana. “Os calouros saberão a quem recorrer para se proteger”, concluiu Segal.

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