sábado, 28 de junho de 2014

Facebook manipulou newsfeed para realizar experimento científico

MARK ZUCKERBERG (FOTO: EDITOR)
Quando você concorda com os termos de uso do Facebook, você concorda com a cessão de alguns dados destinados à análise de seus hábitos para o direcionamento de conteúdo da sua timeline, publicitário ou não. Outro dos possíveis destinos para os dados coletados pelo Facebook são pesquisas. E, hoje, a rede social de Zuckerberg surpreendeu os usuários quando dois de seus pesquisadores publicaram um estudo em uma revista científica no qual admitem terem alterado o tipo de conteúdo recebido por mais de 600 mil usuários. O motivo? Queriam entender, de um viés psicológico, o comportamento dessas pessoas no site.

Os cientistas modificaram o algoritmo de usuários escolhidos de forma aleatória para que mostrassem conteúdo mais positivo ou negativo. E, depois, analisavam o conteúdo postado pelos próprios usuários. A ideia era entender se o que vemos em redes sociais afetam a forma com que nos sentimos. Em outras palavras, se os sentimentos publicados no Facebook são contagiosos.

O resultado? Sim, eles podem manipular emoções de usuários - de uma forma positiva ou negativa - com pequenas mudanças no algoritmo do Facebook.

Enquanto a notícia é boa para cientistas que comprovaram sua tese, talvez os usuários que participaram, sem saber, do estudo não estejam tão felizes. Mas, de novo, como concordamos com os termos de uso do Facebook ao entrar na rede, não há como reclamarmos para Zuckerberg dizendo que ele não pode fazer isso. O cientista responsável pela pesquisa, aliás, é chamado Adam Kramer - e, em uma entrevista há alguns anos, ele afirmou que gostava de trabalhar para o Facebook porque a rede era o maior banco de dados sobre o comportamento humano do mundo.

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